ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 20/01/2021

Segundo o sociólogo e filósofo Auguste Comte, a sociedade é composta por partes e eixos interdependentes entre si. Isso quer dizer que, por exemplo, um problema em uma dessas partes pode prejudicar toda harmonia existente, visto que elas existem de forma coadjuvante. De maneira análoga, no eixo social , a estigmatizacão de doenças mentais fere esse equilíbrio. Desse modo, convém analisar tal cenário, o qual ganha força devido a uma educação familiar e estatal lacunar.

Diante disso, em primeiro lugar, faz-se necessário citar a construção desse processo. Nesse sentido, conforme a corrente sociológica, existe um processo, chamado de socialização primária, no qual os indivíduos criam suas concepções de mundo a partir da família. Sob esse viés, quando não são debatidos assuntos, como saúde mental, o indivíduo pode desenvolver pensamentos equivocados - ou até preconceituosos - , tal qual na criação de estima de problemas psicológicos. Assim, em muito, o problema se dá no contexto familiar.

Além disso, outro fator para a causa está na inaplicabilidade da Constituição Federal Brasileira. Esse documento, dentre outro direitos, garante ao corpo social uma educação estruturada na formação cidadã. Entretanto, ao analisar a negligência familiar em relação ao estima em doenças como depressão e ansiedade, constata-se que o sistema educacional é falho, pois não existem disciplinas sobre saúde mental nas escolas.

Portanto, fica evidente que essa marginalização deve ser combatida. Logo, o Ministério da Educação deve, por meio de reuniões com profissionais capacitados, criar uma norma, a qual torne obrigatório aulas e palestras sobre doenças mentais e suas particularidades. Com essa ação, o intuito é que a população conheça o tema, à medida que não torne mais isso como forma de exclusão e preconceito.