ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 19/01/2021

A sociedade brasileira, historicamente, tratou com irrelevância a importância de gerir bem suas emoções. Entretanto, em 2019, com o advento da pandemia causada pelo coronavírus, essa inabilidade foi cobrada, tendo em vista que as consequências sociais, economizadoras e de saúde pública envolvidas no processo exigiram bastante do intelecto da população. Logo, percebe-se de maneira nítida a necessidade de desenvolver uma rotina que propicia a sua saúde mental e trata-la sem preconceitos, dessa forma, coibir o surgimento de doenças como ansiedade e depressão.

Primeiramente, é importante ressaltar que o acompanhamento mental, realizado principalmente por psicólogos, foi estereotipado como algo exclusivo para deficientes. Nas escolas, por exemplo, poucas vezes é trabalhada a importância de aprender a lhe dar com  situações conflitantes. Por conseguinte, quando adultos, exposições a situações de angústia e insegurança podem tornar-se uma abertura para o desenvolvimento de sérios problemas mentais.

Além disso, o uso intensivo de redes sociais também deve ser considerado um propagador da ansiedade. Isto é, a vida mostrada nas redes, por artistas e famosos, é utópica, sendo impossível de ser vivenciada no cotidiano. Logo, os deficiência fragilziados, sem tamanho discernimento, tomam aquela irrealidade como verdade e desenvolvem ainda mais os sentimentos de ineficiência e insegurança.

Em sintese, percebe-se que a questão da saúde mental na sociedade brasileira finca suas raízes na ignorância social sobre o tema. Inicialmente, cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, garantir a implementação da matéria Saúde Mental, desde o nível básico, visando, por consequente, garantir no longo prazo uma gestão eficiente de emoções para a população. Além disso, em caráter individual, se faz  necessário reduzir o uso de redes sociais, buscando, assim, uma exposição menor a padronização ali imposta.