ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 19/01/2021
Na série de TV “Grey’s Anatomy” em sua 11a temporada, é retratado as ofensas estereotipadas de Jackson para com April, sua esposa, logo depois de sua crise depressiva. Faz-se notório então, que tal contexto não se resume às telinhas, sendo a realidade do Brasil que, por não seguir as leis rigorosamente e, por não fazer uma fiscalização eficaz nas redes sociais, não corrobora em torno do debate sobre os estigmas associados às doenças mentais na sociedade tupiniquim.
Sob primeiro enfoque, é importante destacar que a Constituição brasileira de 1988 - documento jurídico de maior importância do país - assegura a todos o direito a liberdade de expressão. No entanto, essa lei pétrea é deturpada a partir do momento em que, como apontado pelo próprio documento, desrespeite as condições físicas ou mentais de qualquer cidadão. Vê-se, então, o perigo da norma apresentada findar em desuso, sob pena de não confirmar o que já propunha o educador Jean Paul Sartre: “A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota “.
Contudo, a sociedade caminha lentamente para solucionar o problema, Ademais, é fundamental destacar o caso da blogueira “Raíssa Barbosa” que, por meio de redes como o Instagram, Twitter e Facebook, recebeu milhares de ofensas relacionadas à suas crises de ansiedade que apareceram em rede nacional por meio do reality show “A Fazenda”. Sendo assim, é necessário apontar a rede social como um forte propagador dos estigmas relacionados às doenças mentais no Brasil.
Portanto, caminhos devem ser elucidados para combater o problema. Cabe ao MT (Ministério da Tecnologia), por meio de um projeto entregue à Câmara dos Deputados, criar o “Programa Ofensas Zero”. No programa, todas as redes sociais serão obrigadas a bloquear ou excluir contas que façam comentários ofensivos. Somente assim, a situação de April e Raíssa não se repetirá, a Constituição será efetiva, a violência será uma derrota, os comentários indevidos serão reduzidos e, num futuro breve, haverá uma geração de homens e mulheres ao menos respeitada.