ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 19/01/2021

A Constituição de 1988 da República Federativa do Brasil garante, em seu artigo 196, o direito à saúde e a redução de outros agravos. Entretanto, na realidade, problemas relacionados a saúde mental são postergados devido ao tabu da sociedade e se agravam no decorrer do tempo. Portanto, para um debate produtivo acerca do tema, deve ser levados em consideração como redes sociais e a desigualdade e, dessa forma, a lei básica não se assemelhará a da Bruzundanga, de Lima Barreto, na qual os pontos se mostram ineficientes a realidade.

Em primeiro plano, cabe destacar uma era tecnológica. Sendo assim, com o advento da internet, o manter das aparências prejudicou a forma como os visitantes se enxergam e se mostram apresentados das câmeras. Esse tabu ao redor da tristeza e de sentimentos gerados como pessoas distantes umas das outras ea felicidade aparente diante das câmeras um padrão. De semelhante maneiraoga, uma filósofa alemã Hannah Arendt expõe a teoria da banalidade do mal, na qual uma situação frequente vira um hábito, causando desconforto, como os perfis ilusórios nas páginas pessoais.

Ademais, deve-se analisar o processo de favelização brasileiro. Então, por ser um país emergente, o Brasil segue um modelo de urbanização rápido e desordenado, além de isolar uma parcela do corpo social carente economicamente. Dessarte, como o acesso a condições básicas é precário, não precisa atenção necessária do Estado para saneamento, educação e apoio emocional. Concomitante a isso, o sociólogo clássico Max Weber apresenta o esquema de graduação, no qual um fator (renda) ou vários fatores (renda, tipo de trabalho e grau de instrução) são determinantes no acesso aos bens e atendimentos específicos. Logo, o cuidado com a saúde mental é tratado como rotina apenas da elite.       Em suma, para resolver a problemática do estigma relacionado aos transtornos mentais que concerne às redes sociais ea população com menor renda, medidas são necessárias. Cabe as escolas, juntamente com as famílias, a realização de grupos de apoio através de rodas de conversa com profissionais especializados, para que os jovens e parentes sejam ouvidos. Outrossim, o Ministério da Saúde, em parceria com a Infraestrutura, precisam criar projetos para construção de casas acolhedoras nos locais periféricos, oferecendo assim ofertas de emprego para reduzir a diferença de renda e psicólogos para que se sintam acolhidos. A tomada dessas medidas pode atenuar o problema e fará com que uma Carta Magna não seja verossímil para da Bruzundanga.