ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 19/01/2021

No seriado “Educação sexual”, por consequência de uma vida conturbada, uma adolescente tem problemas de convivência na escola e não é compreendida pelas pessoas ao seu redor, o que faz com que se afaste cada vez mais do convívio social. Nesse contexto, nota-se que o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira é um desafio, dificultado pela negligência governamental e pela falta de debates sobre o assunto em sala de aula.

Primeiramente, sabe-se que é dever da União solução solucionar qualquer problema que atrase o desenvolvimento do corpo social. Nesse pressuposto, Nicolau Maquiavel, em sua obra “O príncipe”, diz quer o Governo deve agir de forma a suprir todas as necessidades do povo. Sob tal ótica, percebe-se que os atuais governantes não fazem o seu papel, visto que não criam planos para atender as pessoas com alguma fragilidade emocional, o que faz com que esses sofram para conviver coletivamente e sejam julgados por falta de informação. Além disso, essa negligência fere a constituição, que garante a assistência à saúde para todos os cidadãos.

Ademais, o ambiente escolar pode ser usado não só para a formação estudantil como também para debates que envolvem algum problema social. Nesse sentido, no filme “A sociedade dos poetas mortos” vê-se um professor que usa os conceitos de filosofia e sociologia para mostrar uma nova perspectiva de vida para seus alunos, o que faz com que a empatia e o altruísmo sejam despertados neles. Nesse prisma, assim como na ficção, as escolas brasileiras devem aproveitar a sala de aula para promover discussões relativas à saúde mental, para que os alunos compreendam mais os acometidos pelo entrave e formem uma civilização com menos julgamento ao próximo.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para cessar essa problemática. A fim de garantir mais apoio às pessoas com fragilidade psicológica, o Governo Federal, em parceria com universidades brasileiras, com a USP (Universidade de São Paulo), deve criar um núcleo para tratamento mental. Nesse local, os pacientes serão atendidos por psicólogos e psiquiatras, que receitarão remédios para o tratamento de forma gratuita. Outrossim, os universitários farão reuniões nas escolas para informar as pessoas sobre o problema e o que elas podem fazer para ajudar no processo de recuperação. Destarte, diferente da série, os indivíduos que sofrem de transtorno mental terão o apoio da sociedade para superar a doença.