ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 19/01/2021

Com o advento da 1° Revolução Industrial, o trabalho deixou de ser para subsistência e as pessoas começaram a trabalhar em horários pré definidos com movimentos repetitivos. Isso resultou no aumento dos níveis de estresse da sociedade e em consequentes doenças mentais. Mesmo após três séculos e com o aumento do número de casos, ainda existem estigmas que permeiam esses transtornos, como a ignorância da vítima em buscar ajuda especializada, além ainda da falta de compreensão familiar.

A princípio, muitas pessoas sofrem com doenças mentais, porém não conhecem a respeito e deixam de procurar ajuda, o que resulta na invalidez. Isso se comprova com o dado da Organização Mundial da Saúde, de que a depressão é a doença mais incapacitante conhecida; demonstrando seu perigo. Nesse sentido, observa-se que, se esse tipo de transtorno não for tratado da maneira certa e no momento correto, elas podem gerar graves consequências, as quais não podem ser remediadas caso a vítima não exponha.

Ademais, diversas famílias, por não compreenderem a gravidade da situação, não buscam sanar as queixas da vítima. Essa situação é ilustrada com o pensamento do antigo filósofo europeu Thomas Hobbes, de que o homem é o lobo do homem; mas nesse caso, isso ocorre devido à falta de conhecimento. Diante disso, nota-se que a ignorância familiar banaliza as reclamações e, ao invés de incentivarem a busca por auxílio, acabam optando por “deixar de lado” ou em alguns casos, recorrem à igreja.

Sendo assim, fazem-se necessárias ações governamentais de combate aos estigmas associados às doenças mentais no Brasil. A princípio, cabe ao Ministério da Saúde, por meio da rede nacional de televisão e rádio, ofertar palestras com psicólogos e psiquiatras que alertem sobre a existência dos transtornos psicológicos e da gravidade dos mesmos, orientando os espectadores e ouvintes a procurarem ajuda, para que assim, as vítimas dessas doenças adquiram conhecimento sobre e encontrem tratamento especializado. Além disso, as escolas deveriam, por intermédio das reuniões de pais e mestres, instruir os responsáveis a ouvir e compreender seus filhos, buscando por psicólogos caso seja necessário, para que, dessa forma, a ignorância familiar não deixe a vítima desamparada e incompreendida. Assim, esses transtornos originados na 1° Revolução Industrial deixarão de ser “estigmatizados” na sociedade brasileira.