ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 19/01/2021

Com o advento do positivismo no Brasil, na Primeira República, o sistema educacional brasileiro obteve perfil de formador de mão-de-obra. Como resultado para a atualidade, a sociedade não possui o repertório socioemocional considerado em sua formação. Dessa maneira, o problema das doenças mentais tornou-se muito intensificado. Nesse sentido, a falta de solidariedade, bem como a negligência das instituições, representa o estigma relativo às doenças mentais no Brasil.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar o porquê da falta de solidariedade. Sob síntese do processo de globalização, a sociedade tende a obter o caráter materialista e repleto de estereótipos. Esse perfil social entra em conflito com o fato de que as doenças mentais, em boa parte, são intensificadas justamente pela existência de estereótipos tão sólidos na sociedade. Portanto, existe uma clara incompatibilidade entre os indivíduos, o que dificulta o exercimento da solidariedade.

Ademais, a dificuldade de superar ou tratar doenças mentais urge atenção. De acordo com a VIII Conferência Nacional de Saúde, de 1986, as condições socioeconômicas e estruturais são um dos principais fatores para uma boa saúde, inclusive mental. Entretanto, essa realidade não existe no Brasil, o que deixa clara a negligência institucional regente.

Em síntese, é urgente que ações sejam tomadas de modo a resgatar a solidariedade e fomentar o tratamento de doentes mentais. Cabe, então, ao Ministério da Educação (MEC), por meio de parcerias com as Secretarias de Educação, a implementação de materias que valorizem o repertório socioemocional nas grades curriculares, com atividades lúdicas e inclusivas. Dessa maneira, encontra-se paradigmas para uma sociedade mais solidária e reivindicadora de seus direitos, o que contribui para a melhora da situação dos doentes mentais.