ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 20/01/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico de maior valor no país, prevê em seu art.6 ° o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, quando se observa o estigma que está associado como doenças mentais na sociedade brasileira, fica claro que esse benefício não tem sido garantido. Portanto, faz-se necessária uma análise de fatores que impactam negativamente nesse quadro.

Primeiramente, é importante observar a negligência do Estado. Uma vez que o Brasil é o país mais deprimido da América Latina, contando com mais de 11,5 milhões de pessoas com depressão, segundo dados da OMS de 2017, é evidente que a saúde mental da nação não é a prioridade dos governantes. Inquestionavelmente, esta causa deve ganhar devida atenção, já que ocultar um problema não faz com que ele desapareça.

Ademais, a falta de diálogo é grande impulsionadora dessa estigmatização. Isto é, quando uma pessoa com problemas psicológicos tem medo/vergonha de procurar ajuda com receio de ser discriminada e vista como “frescurenta”, ela recorre a meios mais extremos, como o “suicídio egoísta”, termo utilizado pelo filosofo Émile Durkheim para explicar a busca pelo fim da dor na morte. Exemplo disso, é a personagem Hannah, da série Thirtheen Reasons Why, que comete suicídio sem ao menos conversar com alguém por temor.

Indubitavelmente, fica claro que fatores como a ausência de assistência e diálogo fazem com que exista um estigma sobre doenças mentais. Logo, cabe ao Ministério da Saúde por intermédio de profissionais da psicologia / psiquiatria, ministrar palestra em canais de comunicação, que falem sobre possíveis sintomas da falta de saúde mental. Além disso, deve ter tratamento, terapia, nas unidades básicas de saúde para todo cidadão que for diagnosticado. Assim, a Constituição estará sendo comprida e a sociedade brasileira será menos deprimida.