ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 20/01/2021
Segundo a Organização Mundial da Saúde, 322 milhões de pessoas vivem com depressão no mundo. Nesse cenário, na sociedade brasileira, nota-se um estigma associado às doenças mentais. Nesse contexto, esse grave problema tem causa na falta de empatia e na falta de conhecimento.
A princípio, cabe mencionar a falta de empatia como causadora da problemática. Consoante ao sociólogo polonês Zygmunt Bauman, na sociedade contemporânea, os laços interpessoais das pessoas são frágeis e delicados. Nessa perspectiva, com essa fragilidade nos laços da sociedade, surge a falta de empatia. Essa falta de empatia pode ser exemplificada pelo discurso de muitos de que doenças mentais são “frescura”, o que descarta totalmente os aspectos pessoais e até mesmo biológicos do outro. Assim, com essa falta de empatia, o problema é gerado.
Ademais, o problema encontra terra fértil na falta de conhecimento. Segundo Schopenhauer, filósofo, “os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu conhecimento a respeito do mundo”. Sob essa ótica, para que as doenças mentais pudessem ser devidamente entendidas pela população, essa última deveria ter um bom conhecimento a respeito do tema. No entanto isso não ocorre e pode ser demonstrado por o tema ser um tabu, conforme Julio Jacobo, sociólogo. Logo, a falta de conhecimento contribui para a construção da associação de estigma às doenças mentais.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Destarte, o Ministério da Educação deverá realizar “workshops”, em escolas, abertos ao público. Tal medida se dará por meio de palestras de sociólogos e filósofos, as quais debaterão acerca da falta de empatia como causadora da associação de estigma às doenças mentais. Isso terá a finalidade de reeducar a população, para desfazer tal estigma.