ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 21/01/2021

Na sociedade brasileira contemporânea, as doenças e distúrbios mentais são considerados grandes entraves em todos os âmbitos da nação, por ainda serem tratados de forma preconceituosa e com descaso, a problemática se torna ainda maior. No entanto, a desigualdade social e a falta de ensino de inteligência emocional nas instituições escolares são alguns dos empecilhos causadores dessa estigmatização, sendo de suma importância sua discussão com o objetivo de evoluir na forma com que o país lida com os cuidados com a saúde mental.

Tendo em vista os fatos apresentados, a desigualdade social tem papel imponente na estigmatização das doenças mentais. Segundo o ìndice de Gini - ferramenta utilizada para classificar os índices de desigualdade social no mundo - o Brasil está entre os dez países mais desiguais existentes. Essa disparidade traz consigo a falta de informações e conhecimento em torno da existência e gravidade de doenças como depressão e transtorno de ansiedade, além da dificuldade de acesso aos cuidados psiquiátricos e psicológicos em localidades remotas e carentes, tendo como consequência um aumento nos casos que muitas vezes não são ao menos registrados.

Outroassim, a falta de ensino de inteligência emocional na formação de crianças e jovens soma uma parte da raiz do problema, o reconhecimento dos sentimentos e emoções como algo válido e a necessidade de procurar ajuda quando algo está fora do normal. Este tipo de educação pode trazer à sociedade uma próxima geração que tem o autoconhecimento, a empatia, e a inteligência para resolução de problemas bem estruturados, tirando de si o preconceito e o descaso com os tipos de problemas de saúde mental e seus tratamentos.

Em síntese, é de grande necessidade que o Estado junto do Ministério da Saúde atuem investindo em postos de atendimento psicológico e psiquiátrico em regiões menos favorecidas economicamente e em campanhas de conscientização para informar essa população sobre a problemática e sua importância, com o objetivo de tornar o acesso aos meios de cuidado mental mais igualitário. Em conjunto, o Ministério da Educação - órgão responsável pelas políticas públicas de ensino no país - somado com o Estado e as famílias decem debater e, logo, aplicar disciplinas de inteligência emocional nas redes públicas de ensino em todo território nacional. Assim, poderemos erradicar o preconceito e o descaso com a saúde mental no país e caminhar para uma nação mais saudável.