ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 21/01/2021

Desde o surgimento do Iluminismo no século XVIII, entende-se que os problemas sociais só se resolvem quando há uma união das pessoas como sociedade. Entretanto, a questão do estígma associado à doenças mentais, no país, aponta que os ideais iluministas são atestados na teoria, mas não preferivelmente na prática, mostrando que a problemática permanece enraizada à realidade do país, seja pela banalização dos pais diante da ansiedade que o vestibulando sofre e, também, pelos tratamentos precários e perigosos. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim de um pleno funcionamento da sociedade.

É relevante abordar, primeiramente, que o brasil é o país mais ansioso do mundo, conforme dados da OMS. Segundo a filósofa Simone de bouvoier, o mais escandaloso dos escândalos é aquele na qual a comunidade se habituou a ele. Esse pensamento se evidencia com o descaso das pessoas com o vestibulando, uma vez que a ansiedade patológica, nessa etapa da vida, se torna comum perante a ótica social. Todavia, o ingresso em uma instituição pública de ensino superior deveria ser um acúmulo de feitos e méritos dos estudantes ao lonfo de toda a sua jornada acadêmica, pois, muitas das vezes, um bom aluno não consegue seu objetivo por estar mentalmente doente e sua concentração durante o ENEM, defasada.

Paralelamente a isso, o pensamento do sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, de que o mundo está vivendo uma “Modernidade Líquida”, na qual as relações sociais são superficiasi e não duradouras, se evidencia no livro Holocausto brasileiro, que remete a fatos occoridos em um manicômio na cidade de Barbacena, no final do século XX. Nesse lugar, pessoas com doenças mentais eram levadas e internadas nessa instituição e submetidas a tratamentos rudimentares muito invasivos, que iam desde tratamento com eletrochoque a uma lobotomia. Contudo, por serem tratamentos muito invasivos, boa parte desses pacientes morriam.

Com isso, entende-se que o debate acerca do estígma associado a doenças mentais seja imprescindível para a construção de uma sociedade mais utópica. Nessa lógica é imperativo que o Ministério da Educação elabore um projeto de lei, que deverá ser entregue ao poder legislativo, com o objetivo de promover uma palestra para os pais dos alunos que estão no ensino médio sobre doenças mentais e os perifos que elas apresentam nessa fase da vida. Esse Workshop deverá ser ministrado por psicólogos e psiquiatras que deverão mostrar aos parentes a pressão que os filhos sofrem e como uma prova pode afetar a saúde mental dos estudantes. Com isso, a sociedade entenderá que ansiedade não é normal e que os estudantes têm de ser apoiados e incentivados nessa etapa da vida.