ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 23/01/2021
São Tomas de Aquino defendeu que todas as pessoas tem a mesma importância em uma democracia. Todavia, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática enquanto existem estigmas e preconceitos associados às doenças mentais na sociedade brasileira. Desse modo, estratégias são necessárias para combater esse problema que tem como causa e consequência o preconceito e o aumento de pessoas com doenças psiquiátricas no Brasil.
Em primeiro lugar, destaca-se o preconceito como um empecilho à resolução do problema. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Logo, é notável que a falta de educação e informação acerca de doenças psiquiátricas contribuem para que preconceitos se perpetuem na sociedade e aumentem os estigmas e as falácias relacionados à saúde mental, classificando a doença como “frescura”.
Ademais, outro problema enfrentado é o aumento do número de pessoas com doenças mentais. Segundo Schopenhauer, “Nove décimos da nossa felicidade baseiam-se exclusivamente da saúde”. Nesse sentido, a falta de saúde mental em decorrência de estigmas gera o aumento do número de brasileiros com a saúde mental comprometida, tendo em vista os 11,5 milhões de pessoas que sofrem de depressão no Brasil, conforme dados da OMS.
Portanto, medidas são necessárias para amenizar o quadro atual. Para combater o preconceito decorrente da falta de educação e informação, é necessário que o Ministério da Educação (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, palestras e discussões abertas à comunidade, em instituições de ensino, realizadas por psiquiatras e psicólogos acerca de medidas para combater os estigmas e reconhecer os sintomas das doenças mentais. Somente assim, será possível reduzir os estigmas associados às doenças mentais na sociedade brasileira.