ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 25/01/2021

A partir da Terceira Revolução Industrial, novos mecanismos de comunicação, como a Internet, dominaram as formas de se relacionar em sociedade. Por consequência, esse processo acentuou o isolamento social e a superficialidade das relações, promovendo doenças mentais. Entretanto, mesmo dada a gravidade da situação, há estigmas relacionados a essas enfermidades na sociedade brasileira, uma vez que há preconceito da população e não existe políticas públicas voltadas ao tratamento do problema.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que os estigmas relacionados às doenças mentais são ocasionados pela discriminação dos brasileiros quanto a essas enfermidades. Nesse sentido, o sociólogo Émille Durkheim, no conceito de fato social, defende que a consciência coletiva, ou seja, forma moral da sociedade, determina ao indivíduo comportamentos a serem seguidos. Por conseguinte, o preconceito relacionado a doenças mentais, por estar enraizado no meio coletivo, persiste. Dessa forma, evidencia-se a permanência de estigmas a cerca do problema.

Ademais, é evidente que a Constituição de 1988, no Artigo 6, garante ao cidadão o direito à saúde. Todavia, o governo não oferece meios adequados para o tratamento de doenças mentais, contribuindo para a criação de estigmas associados a essas mazelas. Nessa perspectiva, o sociólogo Jessé Souza, na defesa da tese de “autocidadania”, explica que a população vive sob vulnerabilidade social devido à falta de medidas assistencialistas do Estado. De maneira consequente, pela ausência de ações das instituições públicas, há a potencialização de doenças mentais entre os brasileiros, criando estigmas.

Desse modo, infere-se que o preconceito e a falta de políticas do Estado são empecilhos para a solução dos estigmas relacionados a doenças mentais. Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde sensibilize a população quanto a problemas que afligem o psicológico, por meio de aulas virtuais divulgadas em anúncios nas redes sociais, mostrando à sociedade, de forma didática e com ajuda de profissionais, os danos causados por essas enfermidades para o meio social e a importância da busca por tratamento dessas doenças, com intuito de resolver os etigmas associados a essa mazela. Assim, os problemas serão combatidos e o Brasil se desenvolverá em relação à desconstrução de descriminações.