ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 02/02/2021

A constituição federal de 1988,  prevê em seu artigo 6, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não tem se efetivado com ênfase na prática quando se observa o estigma associado ás doenças mentais na sociedade brasileira ,dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva faz-se necessária a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o estigma associado as doenças mentais. Nesse sentido, a falta de tratamento adequado e um diagnostico rapido faz com que aumente a quantidade recorrentes de casos, a exemplo disso encontra-se a depressão e a ansiedade, que vem ganhando mais espaço  atualmente. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saude, o que infelizmente é evidente no país.

Além disso, uma das ações provenientes da negligência da depressão enquanto doença, é o suicidio, que é, por vezes, uma consequencia de um quadro depressivo do individuo. Nesse contexto, a depressão, é uma patologia que atinge em maior escala os jovens, uma vez que segundo o site Paho, o suicidio  e a segunda causa principal de morte entre jovens de 15 e 29 anos.Sendo assim, aqueles que nao procuram tratamento , nao obtem a cura, levando a casos extremos, como o suicidio.

Portanto, torna-se  a necessario a resolução da questão em pauta. Para isso, é imprescindível que o Ministerio de Saúde, por meio das Unidades Básicas de Saúde, promovam campanhas de tratamento facilitado as pessoas que possuem doenças e crises psíquico, a fim de diminuir ate que seja extinta o estigma associado as doenças mentais. Assim, se consolidará uma sociedade ilimitada, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.