ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 22/02/2021
A Constituição Federal de 1988 determina a igualdade e a saúde como direitos sociais. Entretanto, quando se observa a intensificação das marcas associadas às doenças mentais na sociedade brasileira, com o uso frequente das redes sociais, percebe-se que tal legislação não tem sido cumprida de forma efetiva na prática. Tal problemática prevalece em virtude da negligência governamental e de uma falha educacional.
Em primeira análise, o descuido do governo é um dos fatores do problema. Nesse sentido, a ausência de medidas estatais compactuam com o contrário das ideias de John Locke no Contrato Social, visto que a administração do país não preza pelo bem estar da população. Dessa forma, a carência de programas de saúde que visem expor as condições das patologias psíquicas torna esse quadro desconhecido, deixando as vítimas a mercê dos estigmas e da exclusão social, tendo em vista que a nação não reconhecerá sua diferente situação e essa será impossibilitada de ajudá-los.
Ademais, um erro no sistema de educação é outro agravante do embróglio. Segundo Goethe, “nada é mais assustador do que a ignorância em ação.” Sob tal ótica, a raridade de debates relacionados à saúde mental, depressão e ansiedade dificulta a realidade, pois os futuros adultos ficarão mais suscetíveis a receber as cicatrizes dessas doenças ora na vida real, ora na digital, já que páginas da web demonstram os padrões de “instagrammers” bem sucedidos inalcançáveis para a maioria do brasileiros. Logo, os sentimentos de frustração e angústia não trabalhados na escola perpetuam os danos psicológicos.
Portanto, atitudes são imperiosas para a resolução dos empecilhos na saúde. Destarte, urge que o Ministério da Educação crie o projeto “Mente Forte”. Nele deve constar que anualmente nos centros de ensino acontecerá a “Maratona Saúde Mental” com duração de uma semana, na qual haverá palestras, com participação de doente mentais e de especialistas no assunto. Isso ocorrerá por meio de investimentos estatais e espera-se com essas ações, a erradicação da discriminação e dos casos de transtornos mentais. Só assim, a lei será totalmente eficiente no Brasil.