ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 02/02/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º os direitos à saúde e bem estar como  inerentes a todos cidadãos brasileiros. Entretanto, tal prerrogativa não se tem comprovado com ênfase na prática quando se observa o estigma associado às doenças mentais na sociedade, hodiernamente, dificultando, dessa forma, a universalização dessas concessões tão importantes. O cenário vigente é fomentado tanto pela falta de tratamentos eficientes, quanto pela falta de informações sobre transtornos mentais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em primeira análise, cabe ressaltar o quanto a precariedade no tratamento referente às doenças mentais se faz presente no cotidiano. Nota-se, no Brasil, que muitas pessoas não conseguem agendar uma consulta em postos de saúde em decorrência da falta de investimentos nesse setor tão imprescendível, fazendo com que muitos indivíduos sejam excluídos e fiquem sem o tratamento necessário para tratarem os transtorns mentais mentais. Assim, essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir direitos indispensáveis a toda sociedade, como a saúde, o que infelizmente é evidente no Brasil.

Ademais, imcube apontar a falta de informações de informações sobre transtornos mentais como o impulsinador do estigma associado às doenças mentais. Segundo Thomas Hobbes, é função do Estado garantir o bem-estar do corpo social. Conquanto, isso não ocorre no Brasil, visto que uma grande parte da população  sofre preconceito por apresentar algum transtorno mental, dificultando a interação social e causando mais problemas psicológicos para essa parcela da sociedade. Evidencia-se, então, que muitas pessoas por falta de cohecimento sobre doenças mentais acabam por criar estigmas negativos e reproduzem o preconceito no cotidiano. Logo, é inadmissível que este cenário continue a perdurar.

Portanto, medidas são necessárias para atenuar a problemática atual. Faz-se mister o Ministério da Saúde promover a melhoria dos tratamentos relacionados às doenças mentais, por meio do aumento de profissionais capacitados - psicológos e psiquiatras - em postos de saúde, a fim de disponibilizar o agendamento e tratamento eficiente a todos. Além disso, é fulcral o Ministério da Educação promover a conscientização da população referente às doenças mentais, por meio de anúncios na televisão, a fim de diminuir o preconceito e os estigmas negativos formados a partir de ausência de informações sobre doenças mentais. Dessa maneira, será possível garantir um funcionamento melhor da população, na qual o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.