ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 03/02/2021

O Darwinismo social é a crença de que todas as sociedades podem mudar, evoluindo sempre de um estágio inferior para outro superior, aperfeiçoando-se e garantindo a sobrevivência dos indivíduos. No entanto, a sociedade brasileira pouco evoluiu em relação aos estigmas associados às doenças mentais, contrariando a teoria Darwiniana. Sendo assim, é necessário avaliar os fatores que permeiam essa problemática, como o desconhecimento populacional e a inoperância do Estado.

A princípio, é importante destacar o desconhecimento por uma parcela da sociedade no que concerne às doenças mentais. Sob esse panorama, Mário Sérgio Cortella, filósofo contemporâneo, afirma que as pessoas possuem informações mas não sabem o que fazer com elas. Sob esse viés, é possível observar que os indivíduos recebem pouca orientação para buscar ajuda profissional quando em sofrimento mental. Além disso, soma-se o tabu seguido do preconceito social, uma vez que, em muitos casos, ocorre a exclusão do doente na esfera profissional, domiciliar e na escola, sendo assim, essas instituições contribuem para a manutenção da repressão e falham ao criar ambientes inviáveis para a promoção da saúde psíquica dos indivíduos.

Por conseguinte, a inoperância do Estado é uma barreira para suprimir o problema. De fato, o Estado já promove campanhas através do Ministério da Saúde, como o “Setembro Amarelo” o qual chama a atenção para às doenças mentais, como depressão, ansiedade, transtorno compulsivo obsessivo e outras. No entanto, o debate não deve ficar restrito ao mês de Setembro e novas políticas públicas devem surgir como forma de mudar essa realidade degradante. Dessa forma, observa-se a ruptura do " Contrato Social" definido pelo filósofo Jean Jacques Rousseau, uma vez que o governo deve garantir o bem estar individual e coletivo.

Diante do exposto, fica evidente que o estigma em relação às doenças mentais reside na desinformação popular. Logo, o Ministério da Saúde deve destinar parte de suas verbas aos meios de comunicação, como televisão e redes sociais, com o objetivo de intensificar e ampliar as informações sobre as doenças mentais. Ademais, essa campanha midiática deve orientar a procura de atendimento psicológico e psiquiátrico nas Unidades Básicas de Saúde dos município brasileiros, cujo profissionais serão capacitados e contratados pelas Secretárias Municipais de Saúde, mediante investimento financeiro. Assim, será possivel amenizar o sofrimento psíquico da população e frear o preconceito inerte às doenças mentais.

(Obs: Na folha oficial minha redação tem 30 linhas, 7 introd, 8 segundo parágrafo, 7 terceiro parágrafo, 8 último parágrafo)