ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 05/02/2021
O ditado popular, “de médico e louco, cada um tem um pouco”, mostra como o brasileiro não valoriza o que mais que proporciona qualidade de vida, a saúde mental. Ser mentalmente saudável não é apenas estar livre de doenças mentais, mas como você reage positivamente aos diversos estímulos mentais que vivencia cotidianamente. Na contemporaneidade, ignorar essas condições elevado as doeças mentais ao patamar de calamidade, gerando até mesmo problemas econômicos em escala global. Assim, tornou-se necessária a intervenção estatal para mitigar o problema. Talvez, o maior problema quanto ao enfrentamento das doenças mentais seja o preconceito. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), milhares de pessoas sofrem com depressão, transtorno bipolar ou ansiedade, mas, por preconceito e desinformação, não buscam tratamento. Em consequência, a depressão figura como a doença mais impactante no mundo, acometendo 300 milhões de pessoas.
Outro problema surge quando se analisa o impacto das doenças psíquicas na economia. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão, que acomete cerca de 5% da população mundial, surge como a principal causa de afastamento laboral. Fato que evade anualmente o montante de 1 trilhão de dólares da economia mundial. Assim, fica claro que garantir a saúde mental do cidadão não é somente um problema individual, mas que impacta o coletivo.
Para resolver o problema, por meio de Ministério da Saúde, o Estado deve organizar campanhas periódicas de prevenção às doenças mentais, a fim de elertar a população e mitigar o preconceito. Por fim, dispondo de sua influência no Congresso Nacional, o Estado deve legislar, tornando obrigatório que os setores público e privado disponibilizem assistência psicológica aos seus servidores. Com essas medidas, o país conseguiria proteger contra as dienças do trato psicológico além de mitigar seus efeitos.