ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 06/02/2021
Na concepção de São Tomás de Aquino, os seres humanos são iguais e dignos da mesma importância. No entanto, o conceito do filósofo contrária o estigma associado ás doenças mentais na sociedade brasileira, uma vez que esse grupo é vítima de preconceito que causa cicatrizes. Logo, é necessário analisar a falta de empatia, bem como a omissão do Estado. Com base nesse cenário,é preciso pontuar o Liquidismo Baumaniano em questão. Para o filósofo Zygmunt Bauman, vive-se uma sociedade individualista, pois não se importam com os problemas alheios. Nesse viés, os mártires desse flagelo social, fruto da falta de empatia, são as pessoas com doenças mentais á medida que são discriminadas e qualificadas como limitadas- já que seus transtornos interferem nas suas emoções, como no exemplo de contribuir para intensificação da tristeza. Com isso, verifica-se que isso é presente porque o esclarecimento é ausente sobre o assunto, sendo assim, cresce o preconceito. Além disso, o Estado negligencia a melhoria dessa situação. De acordo com a Constituição Federal de 1988 a saúde é um direito, sendo dever do Governo garantir o acesso desse serviço de maneira universal e igualitária a todos os indivíduos. Nesse contexto, quando o Poder Público mobiliza ações em torno da melhoria dos pacientes acometidos com transtornos psiquiátricos, percebe-se que esse direito é efetivado na prática. Contudo, medidas são falhas para reverter esse quadro, posto que falta centros de acolhimento e de tratamento gratuitos para essas pessoas- isso pode ser comprovado com os dados da Organização da Saúde (OMS), que diz que o Brasil ocupa o primeiro lugar, da América latina, no número de casos de depressivos. Dessa maneira, o Governo afasta a resolução do impasse.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação e o da Saúde implementar, desde as séries iniciais, um programa robusto e permanente sobre o esclarecimento das doenças mentais. Essa ação deverá ocorrer por meio de seminários, além da criação e da apresentação artística engajada- a exemplo de peças teatrais e musicais-, haja vista a necessidade de discutir o problema não só com rigor da ciência, mas com o olhar sensível da arte. Desse modo, ocorrerá uma reflexão e um entendimento sobre o tema e , consequentemente, os jovens e as crianças serão mais empáticas.