ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 08/02/2021
Durante a 2º Guerra Mundial, na Alemanha Nazista, o regime autoritário foi responsável pelo genocídio de diversos grupos como judeus, ciganos e portadores de doenças mentais e psicosomáticas. Dessa forma, o pensamento higienista do século passado, propagado por Hitler, ainda reverbera na sociedade atual. Assim, a difusão de políticas segregacionistas pelo governo do país, junto ao difícil acesso as tratamentos médicos/psiquiátricos são os principais responsáveis pelo estigma associados as doenças mentais na sociedade brasileira. Logo, o debate sobre as pressões sociais que afetam os portadores de doenças mentas deve ser prioridade para o corpo social.
Atualmente, a propagação de políticas segregacionistas ganhou forte impulso no governo brasileiro. Também, o modelo de atuação governamental intensifica o processo de estigmatização e preconceito dos doentes mentais do país. Além disso, a revista Lemond Diplomatic, no final do ano de 2020m publicou o posicionamento do Presidente da República Jair Bolsonaro que defende a separação de alunos com doenças psicossomáticas dos alunos ‘’normais’’ na rede pública de educação. Em consequência, o pensamento higienista do Presidente J. Bolsonaro é responsável pelo isolamento de doentes mentais do corpo social, privando os afetados de conviver socialmente e seguindo o caminho contrário das nações desenvolvidas.
Em seguida, o difícil acesso aos tratamentos psiquiátricos, que é causado pela ausência de assistência e programas governamentais voltado para essa população, provoca ainda mais problemas para a sociedade como baixa produtividade escolar e redução da população ativa. Desse modo, o departamento de Psicologia da Universidade de São Paulo, concluiu que apenas 2 em cada 10 unidades básicas de saúde possuem psicólogos disponíveis para comunidade. Assim, a baixa cobertura do sistema de saúde pública resulta no agravamento dos problemas que atingem os doentes, tornando-os mais sucetíveis a segregação social.
Sendo assim, é extremamente necessário debater soluções para integrar os doentes mentais ao corpo social. Então, o Governo deve agir em sintônia com os Direitos Humanos, implementando projetos que proporcione acesso aos tratamentos médicos e psicológicos. Uma vez que os planos podem ser aplicados por meio de parcerias com o setor privado de psicologia, sendo financiado por meio de empresas farmacêuticas. Logo, as ações tomadas terão a finalidade de diminuir o estigma e o preconceito associado aos doentes mentais, além de modificar o pensamento higienista que está enraizado na sociedade e na política brasileira.