ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 08/02/2021

Percebe-se que doenças mentais são um aspecto intrínseco à vida de uma grande parcela da população mundial, visto que em 2017, 322 milhões de pessoas viviam com depressão no mundo, de acordo com a OMS, sendo esta apenas um dos diversos distúrbios mentais existentes. Logo é possivel dizer que a vivência de pessoas neurodivergentes é severamente estigmatizada pela falta de conhecimento acerca do assunto, resultando na pequena busca por saúde mental.

Em primeiro plano, é visto que o tema de doenças mentais e a vida quem as porta não é suficientemente abordado e discutido. Consequentemnte, a concepção de pessoas neurotípicas sobre esse assunto é baseada unicamente em experiências pessoais e preconceitos enraizados. Logo, é criada a associação de distúrbios mentais à “frescura”, “má criação”, “coisa da cabeça” do portador da doença entre outros pensamentos errôneos, dificultando fortemente, portanto, a interação e convivência social de pessoas que fogem do padrão psicológico esperado como visto nos dados também da OMS em 2017, que mostram que a segunda maior causa de afastamento trabalhista no mundo é a depressão.

Por consequência desse estigma, percebe-se a pequena busca por saúde mental, através de terapia por exemplo, por parte de pessoa neurotípicas causa pelo receio de ser associado ao estigma e preconceito direcionado à neurodivergentes. Originando, então, pensamentos como “ir ao psicológo é coisa de maluco, eu sou normal”.

Com esta problemática em mente , sugiro ao Ministéro da Educação a implementação do estudo de doenças mentais e o impacto social delas, nas escolas por meio de uma atualização do currículo escolar base. A expectativa é a diminuição do estima associado à pessoas com distúrbios mentais facilitando o convívio social, profissional e acadêmico delas.