ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 09/02/2021
De acordo com Hannah Arendt, ‘‘a essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos’’. Todavia verifica-se uma lacuna nos direitos de pessoas com doenças mentais no Brasil, que são tratados de forma preconceituosa pela sociedade brasileira. Nesse sentido, o problema persiste em virtude da falta de informação e ineficiência governamental.
A priori, a ineficiência governamental é caracterizada como um complexo dificultador para o problema. John Locke cita que as leis foram feitas para os homens e não para as leis. Porém, percebe-se um irresponsabilidade do governo ao não assegurar que os direitos de cidadãos com transtornos mentais sejam preservados, pessoas que com esses problemas muitas vezes se deparam com tratamentos precários e diversos impecílios em seu dia a dia.
Outrossim, a falta de informação dificulta também para a solução do problema. Por não conhecer e entender as doenças, alguns indivíduos acabam pensando que os sintomas dessas doenças é ‘‘frescura’’ e não encaram como uma verdadeira doença. Pierre Bordieu fala que a mídia foi feita para ser instrumento de democracia. Entretanto, nota-se uma carência da mídia em informar a população sobre essas doenças mentais e mostrar como são problemas sérios e, como devemos agir para acabar com esse preconceito em torno dos deficientes.
Portanto, medidas devem ser tomadas. Para isso, o Ministério da Cidadania em apoio com o MEC, deve fazer uma campanha nas redes sociais, mostrando entrevistas feitas com pessoas com transtornos mentais relatando suas dificuldades de viver com o preconceito, afim de conscientizar e informar a sociedade brasileira. Assim, talvez o pensamento de Arendt seja respeitado.