ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 10/02/2021
De acordo com a filósofa alemã Hannah Arendt, a sociedade não dá importância aos problemas recorrentes vivenciados por alguns cidadãos —logo, uma banalidade do mal. Ao relacionar o pensamento da filósofa com a atual realidade, o preocupante estigma relacionado às doenças mentais na sociedade brasileira demonstra a necessidade de cuidar da saúde mental e, ainda, torna-se importante desconstruir preconceitos e rótulos a quem sofre com doenças psiquiátricas. Por esse prisma, valorizar a saúde mental é valorizar todos os aspectos da vida, como felicidade, amor, estudos e trabalho. Nesse sentido, a série brasileira Sob Pressão demonstra perfeitamente como é a rotina de médicos que trabalham num hospital público com poucos suprimentos, mas com lotação de pessoas doentes. Logo, esses profissionais da saúde precisam desenvolver uma mentalidade positiva apesar das constantes adversidades para poder salvar a vida dos outros cidadãos — uma realidade desafiante. Ainda nesse viés, os cidadãos além de conviverem com doenças psiquiátricas vivem com ofensas de muitas pessoas. Dessa maneira, a filósofa francesa Simone de Beauvoir, afirmava que o mais escandaloso dos escandâlos é que nos acostumamos com eles. Sendo assim, muitos cidadãos encaram a depressão, ansiedade, transtorno bipolar como frescuras ou não aceitam o próprio diagnótico como ainda criticam os outros, uma atitude paulativamente corrosiva. Infere-se, pois, que a necessidade de atenuar essa problemática. Diante disso, o Ministério da Saúde juntamente com a Secretaria de Saúde deve financiar os equipamentos e os insumos necessários dentro dos hospitais por meio de verbas governamentais para que não aja tanta pressão psicológica nos profissionais da saúde. Além do mais, as escolas devem realizar palestras sobre como respeitar e procurar ajuda para cuidar dos possíveis transtornos mentais dos seus alunos. Feito isso, as doenças mentais deixarão de ser uma banalidade do mal.