ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 10/02/2021
A Constituição de 1988, norma de maior hierarquia no sitema judiciário brasileiro, assegura o direito à saúde. Todavia, ao analisar a situação dos portadores de transtornos mentais, percebe-se que os estigmas em torno das doenças mentais prejudica a garantia desse direito. Esse problema, cuja causa se relaciona, sobretudo, com a lógica capitalista vigente que valoriza o mundo material em detrimento da vida humana, gera sérias consequências como o aumento do preconceito com pacientes pisquiátricos.
A priori, cabe pontuar que o capitalismo é um dos responsáveis pelo estigma associado às doenças mentais. Nesse contexto, o pensador Karl Marx destacava que a desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo material. Nessa perspectiva, infere-se que em uma sociedade capitalista que estimula o ganho material e que os mais hábeis são valorizados, os portadores de doenças mentais são diminuídos, ou, muitas vezes, sua condição é associada à frescura. Em virtude disso, muitos não recebem o tratamento adequado, fato que agrava a situação de muitos portadores de doenças mentais.
Seguindo essa premissa, é imprescindível destacar que a desvalorização das doenças mentais gera consequências como o aumento do preconceito com pacientes psiquiátricos. Vale salientar que a sociedade atual, ainda trata como louco, fresco, mimado aqueles que apresentam algum distúrbio mental. Em decorrência da discriminação que esses pacientes sofrem, muitos, não buscam por ajuda médica, fato que prejudica ainda mais a saúde mental dessa parcela da população. Assim, devido a ausência de políticas públicas que visem informar a população acerca das doenças mentais o preconceito cresce na sociedade brasileira.
Medida, portanto, tornam-se necessárias para garantir pragmaticamente o direito à saúde mental, como preconiza a Constituição. Nesse sentido, o governo federal, com auxílio do Ministério da Educação, deve promover palestras, em escolas públicas e privadas, para o ensino fundamental e médio. Essas palestras devem ser ministradas por médicos e psicólogos com o intuito de informar, as crianças e adolescentes, sobre doenças mentais, assim como mostrar que estigmatizar essas doenças podem agravar a situação dos portadores. Com isso, progressivamente, as doenças mentais deixarão de ser vistas como frescura e passarão a receber a devida importância.