ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 14/02/2021
O livro escrito por Daniela Arbex: “O holocausto brasileiro” retrata a história do chamado hospício de Barbacena (Minas Gerais), no qual milhares de pessoas sofreram com a segregação imposta pelos líderes locais devido aos seus transtornos mentais. Da mesma maneira, na sociedade atual, milhões de brasileiros sofrem com o preconceito e com a escassez de investimentos governamentais em infraestrutura.
Em primeira análise, a discriminação social é um fenômeno recorrente na sociedade brasileira. Todavia, este não é um problema somente atual, visto que, na Grécia Antiga os indivíduos considerados “disformes” eram abandonados no nascimento. Ademais, segundo o sociólogo Émile Durkheim: “O homem mais do que formador da sociedade, é um produto dela”. Em outras palavras, as ideias criadas por uma geração tendem á se perpetuar para a próxima. Desta forma, entende-se que o preconceito está enraizado culturalmente e deve ser parado com a devida urgência.
Em segundo lugar, a precariedade estrutural para pessoas que detêm de doenças mentais é um quadro notável no Brasil. Em contrapartida, no artigo 5º da constituição diz: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza[…]”, ou seja, perante a lei não existe diferença alguma entre o indivíduo saudável e aquele que possui doenças mentais. Entretanto, este não tem sido o retrato observado na realidade, visto que o tratamento para esta parcela da população é extremamente precário e muitas vezes caro, o que aumenta a desigualdade social.
Em síntese, muitos são os desafios para reduzir as barreiras entre os cidadãos que detêm dessas doenças e sua plena cidadania. Porém, uma forma de minimizar a problemática é instruir a população sobre os transtornos mais comuns a partir da criação de campanhas publicitárias e salas de debate visando incluir socialmente essa parcela populacional e buscar melhorias, feitas pelo Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação. Desta forma, evita-se que se formem novos massacres como os de Barbacena.