ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 05/04/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1988, o direito a saúde é inerente a todos cidadãos e dever do Estado. Entretanto, tal norma constitucional não é devidamente aplicada à sociedade brasileira contemporânea, já que se pode observar o crescente estigma associado às doenças mentais, devido a fatores estatais e midiáticos. À luz disso, a negligência do Estado e a falta de empatia por parte da mídia, merecem análise crítica para que a Carta Magna seja corretamente efetivada.

Em primeiro plano, é importante atentar-se para a falta de preocupação do governo com a saúde mental da população. Nesse viés, o jurista Ingo Sarlet, afirma o princípio da dignidade humana, que conclui que nenhum cidadão merece passar por situações humilhantes. Contudo, a ignorância do Estado para com a população escancara o legado histórico, de muito preconceito e pouca informação, que ainda é carregado. Outrossim, o princípio desenvolvido por Ingo não é posto em prática e a sociedade permanece a mercê da degradação.

Ademais, também vale salientar a influência da mídia contemporaneamente. Nesse sentido, Laymert Garcia, sociólogo da Unicamp, afirma que a mídia tem um poder extremamente manipulativo e que a influência midiática cresce cada vez mais. Todavia, pessoas com problemas psicólogicos tem a gravidade destes acentiada pelos meios de comunicação que insistem em mostrar um padrão surreal e tratá-lo como simples e alcançável. Contudo, os traumas psicólogicos são acentuados e os cidadãos permanecem mentalmente instáveis.

Portanto é de suma importância que medidas sejam tomadas. Para isso, o Ministério da Saúde deve garantir à população acesso gratuito a psicólogos de qualidade, visando tratar transtornos mentais. Paralelamente, o CONAR, órgão que administra as propagandas, deve adquirir medidas rígidas de controle, afim de mostrar a realidade a todos. Assim, a Carta Magna será devidamente efetivada e a população, mentalmente saudável.