ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 26/02/2021
O estigma relacionado às doenças mentais na sociedade brasileira
Desde tempos remotos, a sociedade afastou o convívio de pessoas que apresentavam doenças mentais, reforçando o desafeto e o preconceito relacionado a essas pessoas. O Brasil sendo, por exemplo, o país mais depressivo da América Latina, segundo a OMS, tende a enfrentar o estigma e o preconceito contra doenças mentais, o que mostra a falta de discernimento em relação a esse assunto e a existência desse preconceito até tempos atuais, relacionado, principalmente, a falta de conscientização da população.
Em 2020, senadores criticaram o governo por apresentar uma possível revogação de portarias sobre saúde mental, essa possibilidade de mudança na sociedade brasileira ressaltou a falta de acolhimento, de assistência, e de preocupação com esse problema, a qual impacta fortemente o estigma, tendo como consequências aumento de suicídios, depressão, além de atrapalhar no tratamento de pessoas que sofrem de doenças mentais e de mostrar um retrocesso na sociedade. Essa possível atitude do governo, provavelmente, iria influenciar o pensamento e a maneira que a sociedade lida com esse assunto, o que faria as pessoas manterem a falta de discernimento e o preconceito, ou seja, não influenciando a conscientização.
Voltando à falta de preocupação e o preconceito da sociedade como um todo, pode-se citar um episódio ocorrido no reality show “A Fazenda 12”, em 2020, onde uma das participantes, diagnosticada com uma doença mental, foi agredida verbalmente por outros participantes, com palavras como “louca” e “dissimulada”, além de outros xingamentos, o que na maioria das vezes servia como gatilho a ela, e a fazia ter recaídas. Esse comportamento de participantes em realitys é um reflexo da sociedade, portanto, comprova novamente, como a sociedade lida com isso, e o grande estigma relacionado a esse assunto, além de refletir a falta de conscientização da sociedade com esse tema.
Com esses exemplos, pode-se concluir, que falta um discernimento e há um grande preconceito relacionado a esse assunto, revelando o desafeto, desassistência e a falta de empatia e consciência com essas pessoas, sendo que são o que eles mais precisam, pois a falta disso, só aumenta o número de diagnósticos. Como solução, o Ministério da Educação e Cultura poderia criar um projeto nas escolas, envolvendo rodas de discussões que abordam sobre esse assunto, desenvolvendo, assim, a conscientização sobre esse problema que a sociedade enfrenta, nos jovens, fazendo com que esses tenham mais empatia e acolhimento com essas pessoas.