ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 26/02/2021

As restrições durante a pandemia e o isolamento social, que tanto ajudam a conter o avanço da Covid-19, fez com que sintomas psíquicos e doenças mentais tivessem um aumento significativo. Estudos indicam que a várias pessoas pelo mundo que preenchem critérios para o diagnóstico de algum tipo de doença mental, principalmente as pessoas que vivem em países de baixa e média renda. De acordo com pesquisas realizadas pela USP em 11 países, o Brasil lidera os casos de depressão e ansiedade durante a pandemia. Já a OMS vai além afirmando que o suicídio é a terceira causa de morte de jovens brasileiros e que são pessoas que passam a conviver com estereótipos e estigmas que atingem não só a si, como também a família, os amigos e as instituições psiquiátrica. O conceito de doença mental não está relacionado somente a critérios clínicos, mas também morais, históricos e culturais, mesmo com tanta informação, a doença mental infelizmente ainda está associada à vergonha, humilhação e a desvalorização, surgindo aí os estereótipos, padrões estabelecidos pelo senso comum, muitas vezes baseados na ausência de conhecimento sobre o tema. Percebe se que o estigma criado diante das doenças mentais ceifa vidas, logo é importante que uma medida seja encontrada para combater o estigma evidente. Portanto, cabe à associação brasileira de psiquiatria (ABP) divulgar informações reais sobre as doenças mentais. Assim, cabe ao SUS através do Ministério da Saúde criar, de forma urgente, políticas públicas de inclusão e de tratamentos alternativos, posts, folders digitais e campanhas públicas que possam evitar consequências mais graves dessas doenças, somente dessa forma poderemos liquidar o estigma e o preconceito que envolvem as doenças mentais.