ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 26/02/2021
A palavra “estigma” pode ser associada a estereótipos e pontos de vista, de uma forma mais social. Quando ocorre a junção desse termo a “doenças mentais”, pode-se concluir que se assemelha à palavra “preconceito”.Não é raro encontrar aqueles que não levam transtornos psíquicos a sério, tratando como doenças inferiores, mesmo podendo ser tão grave quanto uma doença física.
Durante a pandemia do COVID-19, a saúde mental da população brasileira se comprometeu razoavelmente. Segundo dados do IBGE, mais da metade dos paulistas sentem ansiedade constante na pandemia. Dos adultos jovens entrevistados, cerca de 55% afirmam sentir tristeza frequente e 70% sentem ansiedade frequente. O fato de não conseguirem socializar-se normalmente devido a pandemia, lidar com situações acadêmicas estressantes, que se agravaram por conta da quarentena, são as possíveis causas do aumento dos transtornos.
As mídias sociais representam uma parte significativa no auxílio do desenvolvimento de transtornos mentais .No contexto atual, há inúmeros casos de disseminação de ódio entre usuários da internet. As possíveis “vítimas” sentem-se rejeitadas por outros usuários por apenas discordarem de uma questão em que a maioria concorda ou cometerem um erro, apelidado como “cancelamento”. Um exemplo que viralizou neste ano foi o reality show chamado Big Brother Brasil 2021 (BBB 21) em que uma participante, que cancelava outros participantes do reality, realizou pressão psicológica com um rapaz, que o fez desistir do programa pois estava desenvolvendo distúrbios depressivos.
É notório que grande parte da população ativa nas redes sociais tende a pressionar-se para obter uma vida perfeita. Em grandes redes sociais, como Instagram e Facebook, muitos usuários, principalmente mulheres, sentem-se insatisfeitos com sua condição de vida, pois há uma comparação entre sua vida e a vida de celebridades da internet em relações estéticas e financeiras, por exemplo. Essa obcessão por competir entre quem é mais perfeito compromete a saúe mental de vários jovens.
Para combater o estereótipo dos transtornos mentais, precisamos tratá-los como tratamos outras doenças. Inferiorizar o sentimento de alguém, disseminar ódio por haver discordâncias de opiniões, comparar seu modo de vida com outros são atitudes ineficazes e que contribuem para um desenvolvimento mental não saudável. O ideal seria apoiar colegas e familiares que se encontrem nessas situações, buscar ajuda profissional, tentar não comparar-se com os outros e tentar levar uma vida mais saudável.