ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 26/02/2021
“As doenças são o resultado não só dos nossos atos, mas também dos nossos pensamentos.” A frase de Mahatma Gandhi parece fazer alusão aos vultosos estigmas relacionados às doenças mentais na sociedade brasileira. Nessa lógica, a fim de notabilizar as causas dessas cicatrizes, cabe perscrutar os desafios de se viver com esses vestígios, o motivo da população excluir pessoas que sofrem com transtornos mentais da sociedade e a inércia dos governantes em relação a isso.
Em primeira análise, é indispensável conhecer as principais razões da falta de saúde mental. De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria, as causas dos transtornos mentais estão relacionados com a genética, problemas bioquímicos, como hormônios e/ou substâncias tóxicas, e inclusive com o estilo de vida (fatores sociais e culturais). Essa mesma pesquisa também pontuou a afirmação do Dr. Elio Luiz Mauer: “Se considerarmos o número de pessoas que sofrem pelo menos com alguns sintomas, independente da gravidade, certamente esse número pode ser até maior (cerca de 60 a 70%), segundo várias estatísticas nacionais e mundiais.”
Outro ponto relevante, nessa temática, é os desafios para confrontar tais doenças mentais e as marcas psicológicas deixadas por essas. Lucélia dias, mãe de Luíza, de 12 anos, presenciou uma experiência de transtorno mental em sua casa. “Era estranho, porque ela começou a ficar excluída na escola. Ela tinha dificuldades de manter os vínculos com os colegas, não queria fazer as atividades de casa, gritava muito”, disse a mãe. Visto o relato acima, cabe ponderar que a sociedade está aquerenciada a segregar socialmente um indivíduo com transtornos mentais, por diferir-se dos demais e esta situação é fomentada pelos governantes brasileiros ao não se posicionarem sobre o assunto e/ou não tomarem medidas para erradicar tal problemática.
Diante do exposto, conclui-se que é essencial, portanto, que medidas sejam tomadas para aplacar essa conjuntura. Cabe ao ministério da saúde, em coadjuvação com a mídia e o ministério da educação, viabilizar campanhas de conscientização e suscitar discussões sobre o tema nas escolas em todos os níveis, que lecione a sociedade a não apartar ninguém e/ou oportunizar menos uma pessoa, por ela ser diferente e/ou apresentar algum transtorno mental, de modo que a sociedade compreenda desde jovem sobre essa temática e suspenda a marginalização, oportunizando melhor o Indivíduo que sofre de alguma doença mental. Além disso, o governo federal deve esmerar as políticas públicas de tratamento das doenças e aplicar mais verba em centros de atendimento psicológico, somente assim para prover auxílio a quem necessita.