ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 26/02/2021
As doenças mentais se referem a uma grande variedade de condições que afetam o humor, o raciocínio e o comportamento de um ser humano. Elas têm existido por toda a história da humanidade, entretanto, ainda há muito preconceito com pessoas que sofrem de transtornos mentais, principalmente na sociedade brasileira, onde há falta de propagação de informações nos ambientes de ensino e falta de apoio governamental.
É importante ressaltar, de início, que o apoio governamental, principalmente financeiro, é essencial para manter os recursos básicos da população, como a saúde. Contudo, nota-se que a saúde mental dos brasileiros não possui a devida importância para o Governo Federal, que é presidido por Jair Messias Bolsonaro, visto que, em meio a pandemia do Covid-19, o Ministério da Saúde voltou à carga com a ideia de revogar 99 portarias que regulamentam o tratamento mental e os dependentes químicos do SUS (Sistema Único de Saúde). A partir do reportado, torna-se evidente a despreocupação do atual governo com a saúde mental da sociedade brasileira.
Outrossim, a se destacar, é o perigo que a falta de informação e instrução sobre transtornos mentais, suas causas e suas possíveis consequências, como o suícidio, nos âmbitos acadêmicos, podem causar. Por exemplo, segundo a Folha Vitória, uma pesquisa do Reino Unido, baseada em dados de 48 países, revelou que pelo menos 17% dos adolescentes entrevistados vítimas de bullying, consideraram tirar sua própria vida para acabar com as perseguições. Além disto, a pesquisa ainda relevou que 80% afirmaram que o problema gera ansiedade e 56% disseram que perdem noites de sono, as vezes. Um caso de suícidio barsileiro que ficou famoso na mídia, foi o dos dois jovens estudantes do terceiro ano do Ensino Médio, do Colégio Bandeirantes de São Paulo, que se suicidaram com apenas 15 dias de diferença. E a grande problemática é que casos como estes tem se tornado cada vez mais comuns, em vista do aumento de casos de depressão, abuso de álcool, bullying e outros fatores. Enquanto o mundo reduz seu índice de casos suícidio em 26%, segundo a OMS, o Brasil cresce seu índice em 10,4%, evidenciando assim a urgência de ações para intervir nesta situação caótica.
É notório, portanto, a necessidade de uma ação conjunta das instituições educacionais com profissionais especializados nas áreas de sáude mental, apoiados e suprimidos pelo Governo Federal, para promover a criação de sistemas instrucionais e de apoio nos âmbitos escolares. Desta forma, os profissionais da saúde, por meio de palestras, conversas e consultas, poderiam orientar, informar e conscientizar tanto educadores como estudantes, sobre o básico e o necessário de sáude mental. Cabe ao Governo Federal também não somente não fechar as portarias do SUS, mas também investir nelas.