ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 27/02/2021

A sociedade atual tem recebido estrondosa influência causada pela revolução tecnológica-informacional, tendo se debruçado a um acesso facilitado a informações. Tal cenário, no que tange ao conhecimento, nunca foi vivenciado em tamanha vastidão. Porém, ainda é percebível a permanência de questões sociais mal esclarecidas. Dentre tais questões, encontra-se a estigmatização das doenças mentais na sociedade brasileira. O defunto-autor Brás Cubas, personagem do escritor Machado de Assis, decidiu que não geraria filhos, a fim de evitar explicar-lhes as mazelas humanas. Sob a ótica da personagem, é imprescindível analisar as barreiras que impedem a desmistificação das doenças mentais e um olhar mais conciso a respeito da manipulação das redes sociais no comportamento emocional dos indivíduos. Tais problemáticas, infelizmente, encontram-se presentes no contexto atual do Brasil.

Em primeira análise, a escritora estadunidense Judi Picuoult manifestou em sua obra, Um mundo à parte, a total importância da informação. Partindo de Jacob, um adolescente autista, e do suporte familiar de que ele se beneficiava, a autora foi capaz de evocar atenção dos leitores no que concerne ao futuro daqueles que enfrentam algum tipo de doença mental.

Além disso, a manipulação que as redes sociais desempenham sobre conceitos fundamentais como felicidade e auto-conhecimento oferece perigo. A ansiedade e a depressão, quando influenciadas pela tal manipulação, podem apresentar quadros graves, tendendo ao isolamento social e ao suicídio. O sociólogo Durkheim, inclusive, aponta a consciência coletiva como agente coercitivo das ações humanas e que inclusive, pode trazer à tona o determinismo de Taine, que afirma o papel que o meio expressa sobre a formação e as decisões dos indivíduos.

Diante dos fatos, cabe o Governo Federal e ao Ministério da Saúde elaborar conteúdos educacionais que alcancem todas as faixas etárias, promovendo campanhas nos meios de comunicação, conteúdos explicativos nas redes de ensino e, até mesmo, assistências psicológicas