ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 05/03/2021
Durante o século XX, a criação do Sistema Único de Saude no Brasil melhorou significativamente o acesso a tratamentos gratuitos e resolutivos. Não observa-se, no entanto, o mesmo avanço em relação as doenças mentais e seus estigmas, devido ao preconceito, a desinformação e a terapêuticas precárias. Assim, perpetuam-se problemas graves de depressão, suicídio e ansiedade.
Atualmente, o Brasil passa por um aumento progressivo de pessoas com sofrimento psíquico. Associado a isso, existe o estigma de pessoas maldosas que subestimam o adoecimento alheio e contribuem para a epidemia de transtornos mentais que a sociedade brasileira vive hoje. Segundo dados da organização mundial da saude, o Brasil é o país mais depressivo da América Latina, com mais de 11 milhões de doentes. Em casos extremos, essas pessoas cometem suicídio quando, para elas, não há a quem recorrer. Esse problema, entretanto, ainda encontra impasses para ser resolvido.
A descriminação e a desinformação são dois grandes responsáveis pela situação atual da saúde mental brasileira. Isso ocorre porque pessoas preconceituosas e ignorantes sobre o assunto tendem a não ajudar quem precisa e atrapalhar quem busca ajuda. Esse fato corrobora com o que dizia Albert Einstein: é mais fácil desintegrar um átomo do que o preconceito. Além disso, a falta de acesso a um profissional especialista e gratuito faz com que muitos fiquem sem tratamento ou realizem condutas precárias. Perpetua-se, desse modo, um grave problema de saúde pública.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de medidas para melhorar a atual conjuntura brasileira. Sendo assim, o Ministério da Saúde deve promover eventos e anúncios com especialistas no assunto para divulgar informações verdadeiras sobre a doença e a saúde mental, associado a importância do acolhimento correto desses doentes. Ademais, o Governo Federal pode aumentar o investimento para a construção de hospitais e para a contratação de profissionais específicos dessa área que atendem de forma gratuita e qualificada. Assim, será possível reverter as estatísticas de psicopatias e eliminar o estigma relacionado a elas.