ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 05/03/2021
Têm ocupado a cena social as discussões acerca do estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira. É possível afirmar que os fatores que intensificam a visão errônea, no que tange às doenças psiquiátricas, dão-se, principalmente, pelo assunto ainda ser tratado como tabu, o que revela a falta de importância com a saúde mental por parte sociedade, e por preconceito enraizado na cultura verde e amarela, que julga as pessoas mentalmente doentes. Diante dessa perspectiva, são necessários recursos capazes de desconstruir os estigmas vinculados aos transtornos mentais.
Deve-se pontuar, de início, a forma como as doenças psiquiátricas são tratadas no núcleo amplamente sociável. Tendo em vista a série “13 Reasons Why”, que aborda abertamente transtornos da mente, a obra aproxima diversos sinais- de uma pessoa com instabilidade emocional- aos personagens o que, por conseguinte, faz com que desenvolvam consciência social a respeito de doenças mentais. Entretanto, na nação brasileira, a sociedade ainda falha em abordar sobre o assunto como forma de auxiliar e direcionar- caso necessário- o indivíduo para profissionais da saúde, uma vez que conversas intrutivas são negligenciadas. Em suma, enquanto o tabu com doenças mentais se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com um dos maiores problemas contemporâneos: a instabilidade emocional.
Ademais, o preconceito com pessoas mentalmente doentes também torna-se fator determinante. Haja vista o jogo “Detroit: Become Human”, uma realidade robótica, um dos robôs desenvolve tensões emocionais- depressão, ansiedade, estresse- e acaba por ser julgado em ter uma falha na sua programação normal. Nesse sentido, assim como na narrativa do jogo, a sociedade ainda associa doenças psíquicas com anormalidade, o que atua na manutenção de estigmas e preconceitos.
Portanto, o núcleo familiar- órgão de maior influência- deve desmistificar os estigmas acerca da saúde mental, por meio de diálogos construtivos que estimulem a criticidade e a consciência social, a fim de desenvolver resiliência nos jovens e o respeito com indivíduos mentalmente doentes.