ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 07/03/2021
O filme de ficção “Laranja Mecânica” relata a história de Alex, um jovem socipata, que lidera uma gangue de arruaceiros em uma série de crimes. Através dele, o expectador é levado a testemunhar de quais maneiras os transtornos mentais afetavam seus convívios e relações pessoais. Apesar da ficcão, é fato que as doenças mentais são impasses que afetam cenários que vão além dos filmes de Hollywood. No Brasil, esses empecilhos acabam mesmo criando estigmas que são responsáveis por agravar quadros ocasionados, principalmente, pela falta de informação, juntamente conjugado a falta de recursos que impedem o tratamento e atenção adequada. Em primeira analíse, é importante destacar que, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país com a maior taxa de transtornos de ansiedade do mundo, abrangindo grande parcela populacional, incluindo a quadros depressivos e psíquicos. Além disso, quando a sociedade não compreende esse conjuntura, acabam complementando em uma cultura que estigmatiza os transtornos mentais como consequência da desinformação e preconceitos pelos quais criam barreiras para que esse molde seja repensado e, coincidentemente, evitado por tais opressores. Como bem apresentado no longa-metragem “Coringa”, em que o personagem era visto por muitos como apenas um louco, sofrendo tratamentos de maneira ofensiva e desresipeitosa pela sociedade enraizada. Por conseguinte, a falta de investimentos em setores públicos de saúde e lazer são fatores que dificultam, ainda mais, a amenização de tais quadros de transtorno. Com isso, faz com que esses usúarios de transtornos mentais tenham o compromisso de exibir uma vida perfeira, fora de suas respectivas realidades, a “coletividade padrão”. Comprovando essa linha, Aristóteles sempre dizia que, o homem tem sempre a necessidade de mostrar sua realidade a outro semelhante a ele. Portanto, é mister que o Estado tome providências para atenuar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério da Saúde crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias e propagandas em meios públicos que detalhem as importâncias de darem a devida atenção a esse agravante e advirtam aos opressores as consequência de seus atos, sugerindo ao interlocutor criar hábitos de buscar informações de fontes variadas e dar uma maior importância a tais contratempos a que ele é submetido. Apenas assim, combates a passividade de muitos estigmas associados a tais problemas e, ademais, cortar a raiz da sociedade que, da mesma forma que o coletivo desrespeitou e agiu em “Coringa”.