ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 16/03/2021
Joana D’arc foi uma jovem na Idade Média que dizia que ouvi vozes divinas, com isso ela liderou as tropas Francesas contra os Ingleses. Porém, ao contrario de Joana, no brasil é possível constatar um grave problema de caráter definidos quanto ao estigma das doenças mentais quer por erro de diagnósticos, quer por falta de apoio.
Primariamente, deve-se levar em conta que é difícil definir o que é doença mental ou não. Segundo o sociólogo Foucault, a “loucura” sofreu mudanças na história. O que corrobora com essa afirmação foi o que aconteceu no Hospício de Barbacena documentado no livro “Holocausto Brasileiro”, por Daniela Arbex. No documentário consta que foram internados pacientes que tinham epilepsia, filhas que queriam direitos iguais aos filhos homens e até mesmo um jovem por ser tímido. Com isso, as doenças mentais ficam atreladas com significados negativos.
Ademais, é necessário levar em conta a vergonha e a falta de apoio dos familiares. Segundo o coordenador do Centro de Valorização da Vida de São Bernardo do Campo muitos dos que ligam para o 188 contam que não tem apoio da família ou preferem não contar para os conhecidos o que sentem ou que estão passando. Outros também não sabem que a rede pública oferece tratamento através do Centro de Apoio Psicológico (CAPS).
Portanto, medidas precisam ser tomadas. Cabe ao Estado por meio do Ministério da Saúde e do de Comunicação, prover campanhas de conscientização por mídias, como a televisão, e as sociais como Instagram e Face Book, a respeito dos sintomas e meios de o cidadão poder procurar ajuda para as doenças mentais. Bem como, criar politicas públicas por meio do legislativo para tratamentos mais humanizados evitando assim um novo “Holocausto Brasileiro” e o estigma com as doenças mentais.