ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 27/03/2021
Desistigmatizar é preciso!
Corginga foi um dos grandes marcos do cinema de 2019. Através de seu personagem Arthur, um homem com transtornos mentais que luta para se integrar à socidade trabalhando como palhaço e que acaba, por fim, descobrindo ser ele o motivo das piadas devido ao seu transtono, o filme trás a tona um debete importante a ser feito nos dias atuais a respeito do estigmatização das doenças mentais.
Não é de hoje que a sociedade estigmatiza as pessoas portadoras de doenças mentais. A internação de doentes mentais em manicômios onde muitos eram tratados como animais vivendo em condições desumanas reflete esta problemática. A falta de emprego e tratamendo psicológico adequado no sistema público de saúde também mostram quão estigmizatizadas e ignoradas são as doenças mentais e o quão necessário é por o debate em destaque para a própria saúde do paciente.
Outro ponto não menos importante, é o fato de que o estigma conduz à discriminação negativa do indivíduo com transtorno mental e, consequentemente os pacientes estigmatizados internalizam essas visões estigmatizantes e discriminatórias das pessoas em geral, dando origem ao chamado autoestigma. Há comprometimento da autoestima, mais incapacitação e menos resistência ao estresse. Tudo isso acarreta piora clínica e reinício de um círculo vicioso.
Portanto, conclui-se que há duas medidas a serem tomadas com mais urgência: uma delas é a intervenção do Ministério da Educação por meio de campanhas cujo objetivo seja desistigmatizar doenças mentais e a outra uma ação mais incisiva do ministério da Saúde para criação de uma rede de apoio psicológico público para o paciente e sua família. Com tais medidas, poderá haver um melhoria na saúde psicológica do doente e consequentemente uma redução do seu estigma perante a sociedade.