ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 30/03/2021

Em 1988, representantes do povo -unidos em Assembleia Constituinte- instituíram um Estado Democrático, a fim de assegurar o direito à saúde com inerente a todo cidadão brasileiro. Todavia, ao se observar às doenças mentais na sociedade brasileira, percebe-se que esse direito é constatado na teoria e não, desejavelmente, na prática. Com efeito, a de se desconstruir o preconceito associado aos transtornos mentais, bem como a omissão do Estado.

Diante desse cenário, a filósofa Simone de Beauvoir desenvolveu o conceito conhecido como Invisibilidade Social, que diz respeito ao processo de apagamento e marginalização sofrido por determinados grupos excuídos. Dessa forma, o estigma associado às doenças mentais coopera para a invisibilidade denunciada por Beauvoir, de modo que pessoas com transtornos mentais são críticadas e menosprezadas, o que se mostra grave problema social. Assim, enquanto o preconceito for a regra, a empatia será a exceção.

Além disso, segundo o filósofo empirista John Locke, o Estado deve garantir os direitos inalienáveis na sociedade, como o direito à saúde. No entanto, quando se observa a omissão do Estado em relação as doenças mentais, é perceptível à quebra na fala de Locke, visto que os indivíduos com problemas cognitivos são tratados com indiferença pela nação. Ocorre que é incoerente que, mesmo sendo Estado Democrático de Direito, o Brasil exclua determinados grupos.

Portanto, para combater o estigma associado às doenças mentais, o Estado, com o auxílio do Ministério da Saúde, deve promover o conhecimento sobre os transtornos mentais, por meio de campanhas e palestras, que terá como tema: ´´saúde mental presente``. Essa iniciativa teria a finalidade de educar sobre os problemas relacionado a psicose e de sorte consiguirá ajudar muitos brasileiros a procurar ajuda para tratar sua saúde mental. Com essa ação o Brasil consiguirá concretizar o ideal Estado proposto por Locke.