ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 23/04/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6, o direito a saúde como inerente para todo cidadão brasileiro. Contanto tal prerrogativa não tem se reverberado com enfânse na prática quando se observa doenças mentais na sociedade brasileira, dificultando, assim, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva faz-se imperiosa a análise de fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o transtorno mental. Nesse sentido muitas pessoa não conseguem lidar com os desafios diários e acabam tendo uma série de emoções ruins. Nesse conjunto segundo o filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação no “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadões desfrutem de direitos indispensáveis, como um programa com psicólogos avançados, para melhoria da saúde mental, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais é fundamental apontar que transtorno mental não é frescura. Nesse sentido, pessoas com o sofrimento psíquico não tem controle emocional dos desejos e ambições. Tendo assim, os desafios de interagir socialmente. Segundo a OMS, o Brasil é o país mais depressivo da América Latina, tendo mais de 11,5 milhões de brasileiros com doenças mentais. Afinal, todas os cidadões podem apresentar em alguma fase da vida o sofrimento psíquico.

Transtornos mentais estão muito mais presentes do que imaginamos e para termos um mundo melhor, todos deveriam ter acesso aos sistemas de saúde psiquiatra. E assim o estado cumpria sua função de garantir os direitos para todos e não quebraria o “contrato social” como afirma John Locke.