ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 03/04/2021
No contexto filosófico, o pensador Jean-Jacque Rousseau citou “O homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado”.De maneira análoga à citação, o estigma relacionado às doenças mentais no Brasil atual, ainda é um dos conceitos de “acorrentamento" inserido na sociedade.Nesse sentido, metaforicamente, é possível relacionar o termo corrente, dado pelo preconceito enraizado no meio social e também à pouca abordagem básica escolar- quais são e como se manifestam- sobre a saúde mental. Diante desse cenário, é importante analisar tais quadros, intrinsecamente, ligados a aspectos sociais e educacionais.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar,o preconceito enraizado no campo social, visto que, a pouca comunicação sobre tal causa, tem como principal fator, o estigma da sociedade.Em sua obra “no meio do caminho” o poeta Carlos Drummond de Andrade traz uma comparação figurada entre a pedra e os obstáculos. Nesse contexto, a “pedra” citada refere-se às raízes ideológicas em quadro social com cuidados para a saúde da mente.Em consequência disso, grande parte dos indivíduos, não considera a temática um problema real, e a pressuposto disso, muitas vezes não é procurada a ajuda necessária. Em segundo lugar, cabe mencionar, a pouca abordagem das doenças psicossomáticas em parâmetro escolar.Segundo o importante educador brasileiro, Rubens Alves, as escolas podem ser comparadas a asas ou a gaiolas, ou seja, podem proporcionar voos ou condições de alienação.Nesse contexto, os colégios funcionam como gaiolas, pois não é pressuposto nenhuma informação sobre as doenças mentais.Dessa forma, muitas pessoas passam a discriminar quem precisa de ajuda, e assim, essa estigmatização perversa dificulta- ainda mais -a procura de ajuda profissional.
Em virtude de tais fatos mencionados, é necessário que medidas sejam tomadas para alterar esse cenário.Portanto, o Ministério da Educação junto ao Governo, deve inserir a abordagem das doenças mentais nas escolas e também, nos centros de reunião social, por meio de uma alteração na BNCC, na qual insira uma disciplina relacionada à temática, nos demais locais,articule simpósios e palestras, ministrados por profissionais da área, a fim de reduzir os estigmas, e assim, expandir o autocuidado.O Ministério da educação também, poderá investir na criação de centro para o tratamento e o conhecimento das doenças mentais. E só assim, será possível para o Estado acabar com o “acorrentamento” inserido na sociedade.