ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 05/04/2021

Transtornos mentais: frescura, loucura ou segregação?

A segunda temporada da série estadunidense American Horror Story, retrata um asilo comandado por freiras, que tratam os pacientes através de eletrochoque e castigos. Através dessa série, faz-se uma relação com a história da psiquiatria no Brasil, onde os primeiros manicômios eram de associações religiosas e usados para segregar os pacientes do resto da sociedade, sem qualquer tentativa de tratar os pacientes. E, por esses motivos sofrem de estigmas, que são, a falta de conhecimento sobre suas patologias, a falta de autonomia e o preconceito.

Doenças mentais ou transtornos mentais, são doenças que afetam a ordem mental e cognitiva, alterando consequentemente o comportamento e as atividades sociais. Por exemplo, a depressão, o transtorno bipolar, o autismo, a esquizofrenia e muitos outros. Porém, a concepção superficial dessas patologias, fazem com que o o indivíduo seja tratado como um incapaz ou um louco, implicando negativamente em seu tratamento. Pois quando saem das instituições, ficam com o histórico “manchado”, não conseguindo ser introduzidos novamente na sociedade.

Desse modo, ao relacionar o termo estigma com as doenças mentais, vem à tona problemas como, preconceito, estereótipo e discriminação, pois, na sociedade brasileira, o desvio de um padrão imposto por uma população, causa reações como essas. À vista disso, resulta em uma maior taxa de mortalidade, que de acordo com os Dados da Associação Brasileira de Psiquiatria, 96,8% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais, já que esses indivíduos são segregados e menosprezados, e muitas das vezes não sabem a quem recorrer.

Portanto, há meios para solucionar esses impasses. É necessário que o Ministério da Saúde junto aos profissionais da saúde e também da educação, criem campanhas e propagandas oficiais nas redes sociais e televisão, sobre as doenças mentais e a gravidade delas, para instruir a população sobre quais são os transtornos mais comuns, com o objetivo de reconhecer e normalizar as patologias, e evitar os estereótipos. Assim, como também podem instruir as instituições, para preparar um ambiente que preze inserir os pacientes no convívio social ao invés de segregar os mesmos.