ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 19/04/2021
“Retardado”, “autista” e “débil mental” são alguns termos, relacionados a doenças mentais, utilizados frequentimente como ofensas. Eles revelam o grande estigma associado a essas doenças no Brasil, que são, em geral, causados pela falta de informação e tratamento precário (ou ausência deste), agindo como ferramentas para fomentar preconceitos e estereótipos. Por isso, é necessário que o Governo intervenha com o propósito de assistir essas pessoas.
Sobretudo, a abordagem pejorativa e a falta de discussão sobre o tema corroboram para a psicofobia. Coringa e Arlequina, por exemplo, são dois vilões da editora “DC Comics” que retratam respectivamente o portador de uma psicopatologia e uma ex-médica psiquiatra. A representação negativa das enfermidades mentais e de profissionais da área reforçam estereótipos e preconceitos, fazendo com que as pessoas deixem de buscar informação e ajuda profissional, muitas vezes negando a existência do problema por vergonha.
Ademais, é necessário que as pessoas tenham acesso a informação e a assistência qualificada. Apesar de projetos como a RAPS (Rede de Atenção Psicossocial), do Ministério da Saúde, que visa a acessibilidade aos tratamentos, a grande demanda de pessoas que necessitam de ajuda - visto que, de acordo com a Zenclub: 11,5 milhões de brasileiros têm depressão por exemplo - demonstram que o país é negligente, pois tem uma estrutura deficitária de atendimento e de prevenção de doenças mentais.
Dessa forma, para extinguir os estigmas associados a doenças mentais no Brasil é necessário que mudemos a forma de representar e entender tais doenças bem como facilitar o atendimento. Por isso, o Ministério da Saúde deve expandir o trabalho da RAPS contratando mais profissionais da área para atender o máximo de pessoas possíveis e também deve promover palestras informativas em escolas e órgãos públicos. Para que todos entendam que condições médicas não são ofensas.