ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 25/04/2021
Para além das câmeras de gravação da série “Spin Out”, a discriminação com portadores de doenças mentais é algo que transpassa a ficção. No Brasil, país com mais de 5% da sua população enfrentando a depressão, é possível identificar atos de repugnânia diariamente. Essas ações se solidfificam a partir da falta de programas de conscientização pelo governo e ignorância da população sobre o assunto.
Em 2020, o governo federal anunciou cortes no apoio ao atendimento público e gratuito de psicológos para a sociedade. Isso implicou diretamente no tratamento (principalmente das parcelas menos favorecidas) inacabado dos beneficiados. Unindo a escassez de propaganda oficial desmitificando falsas ideias das doenças mentais e os cortes no tratamento dessas, há uma das piores gestões de preocupação com o tópico.
A percepção errônea de doença mental como loucura, ou até mesmo como manifestação demoníaca, muito pregada durante o século XX corrobora para o atual estigma presente na comunidade brasileira. Assim como defendia Emile Durkheim, a depressão se caracteriza como fato social, sendo passível de recuperação e tratamento.
Portanto, é necessário engajamento político para a disseminação de informação pública. Assim, é possível derrubar barreiras existentes entre os cidadãos. A partir disto, será desencadeado a aceitação com pessoas mentalmente debilitadas. Incentivando, também, a procura precoce por tratamento. Somente isso possibilitará que o preconceito se torne obsoleto e permaneça nas telinhas.