ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 28/04/2021

A Constituição Federal de 1998, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 6, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro.Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o estigma associado ás doenças mentais na sociedade, dificultando, deste modo, a universalização desse direito tão valioso.Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise da história sobre a saúde mental do passado ao presente e de políticas públicas governamentais.

Em uma primeira análise, deve se ressaltar o passado como impulsionador do preconceito à saúde mental.Nesse sentido, é possível afirmar que nos séculos XIV e XV, a medida que uma população tinha transtornos mentais, eram rotuladas ou taxadas como “pertubadas” por apresentarem problemas psíquicos graves. Diante de tal exposto é evidente que a promotora desse problema se encontra no pensamento arcaico da sociedade. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Ademais, é fundamental apontar a ausência de medidas administrativas para combater os estigmas associados às doenças mentais na sociedade brasileira. Dessa forma é nitido que o governo atual e os anteriores não demonstram uma preocupação em relação a esse preconceito sofrido pelas pessoas portadoras de doenças psíquicas. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.

Portanto, á necessidade de resolver esse problema.Para isso, é imprescindível que o Poder Executivo, por intermédio de campanhas televisivas e escolares crie projetos que estimule a população a conhecer as doenças mentais da forma correta.Assim se consolidará uma sociedade mais alegre onde o estado desempenha seu “contrato social” Tal como afirma Jonh Locke.