ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 29/04/2021
No ano de 2020 no programa “A fazenda” da rede record de televisão é possível notar que a participante Raissa Barbosa teve diversas crises após ser colocada à prova por outros participantes em diversos momentos, afetando diretamente no seu estado psicológico. Semelhantemente, a quantidade de pessoas que relatam o mesmo problema gerado por esse ou outros motivos acaba crescendo no país desencadeando diversos malefícios. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema em virtude da falta de projetos e debates sobre o assunto e a desestrutura familiar percebida no cotidiano brasileiro.
Em primeiro plano é preciso atentar para a ausência de projetos e rodas de conversa sobre esses estigmas. Conforme Carlos Alberto Hang, de pouco ou nada adianta avançarmos em tecnologia e noutras áreas se a saúde mental do ser humano não estiver equilibrada para aproveitar a modernidade. Assim, a tecnologia que poderia ser usada como forma de combate para tal situação, acaba aumentando o nível de pessoas nessa circunstância emblemática ao quererem pertencer a uma sociedade perfeita e que não tolera de forma alguma qualquer que seja o erro exposto, afetando internamente os seus desejos e anseios.
Outrossim, a desestabilização familiar ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Segundo Claudia Berzeli, crescer numa família desestruturada impede a percepção do que é certo ou errado. Por essa ótica, as famílias precisam atuar de forma unitária na identificação de parentes ou pessoas próximas que apresentem uma diferenciação nas suas personalidades ou formas de convivência, já que, as doenças mentais apontam diversas variantes em seu meio, para que se possa identificar o problema e atuar de forma direta para a sua eliminação ou minimização.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o ministério da saúde juntamente com os núcleos familiares deve desenvolver propostas sobre o assunto usando diversas redes, principalmente as sociais, descrevendo como as pessoas podem combater tais malefícios, trazendo autores consagrados para debater sobre o tema e dando voz para aquelas que conseguiram ultrapassar tais dificuldades. Nessa ação, seria pertinente a divulgação de planos legislacionais que combatam essas doenças mentais. Torna-se evidente, portanto, que os caminhos de luta contra esse estigma no Brasil apresentam entraves que precisam ser convertidos.