ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 19/05/2021

Philippe Pinel, psiquiatra, foi um dos primeiros pensadores a abordar as perturbações mentais como doenças que, como outras, necessitavam de um tratamento metodológico e não a violência. Apesar disso, no momento atual, mesmo que cerca de 5,8% dos brasileiros tenham depressão segundo dados da OMS, a conjuntura da nação verde-amarela se constitui com uma grande parcela da população desinformada, tal como os antecessores de Philippe Pinel, acerca de doenças mentais, ocasionando preconceitos e violências infundadas. Assim sendo, é evidente que se faz necessário o combate a essa mazela, a fim de combater a discriminação existente perante os detentores de doenças mentais.

Nessa perspectiva, vale ressaltar a importância do aparelho educacional enquanto formador dos cidadãos. Como afirma Rousseau, filósofo e escritor, a educação é um pilar fundamental para toda sociedade tendo como função formar indivíduos autônomos e livres. No entanto, evidencia-se a ineficácia das instituições de ensino brasileiras em elucidar e conscientizar a população sobre enfermidades psíquicas; gerando um grande problema de desinformação acerca deste tema.

Consequentemente, nasce ,somado à desinformação , o preconceito que se resume em diminuir tudo que lhe é alheio, obscuro e distante. Nesse sentido, a filósofa e escritora, Marilena Chaui, traz a visão que o que é desconhecido gera atos de violência, sendo que esta pode se expressar de diversas formas. O preconceito é expresso através da violência simbólica, que fica clara ao reparar a marginalização dos corpos enfermos que necessitam de tratamento psicológico. Desse modo, é imprescindível que se reverta a celeuma existente para que recebam a devida atenção e cuidado aqueles que necessitam.

Em suma, mostra-se necessárias as medidas de combate à estigmatização atrelada às doenças mentais no Brasil. Para isso, compete ao Ministério da Educação(MEC) juntamente aos devidos órgãos disseminar o conhecimento sobre doenças mentais, por meio de palestras, teatros e matérias curriculares, com o fito de potencializar a informação que a população detêm, de modo a reduzir os preconceitos perante as enfermidades psíquicas existentes. Assim, os ideais de convivência, no que tange o respeito acerca das doenças mentais, entre os diversos indivíduos da sociedade brasileira serão realidade.