ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 23/05/2021
De acordo com o pensamento do filósofo Byung Chun Han dentro do que ele chama da “Sociedade do Cansaço”, as pessoas se veem presas a uma realidade onde o excesso de produtividade dentro de atividades cotidianas é considerado comum, ou até mesmo prestigiado pelas pessoas ao redor. Estimulado pelas redes sociais, onde se vê apenas pessoas felizes compartilhando sua felicidade. Dentro das postagens, o incentivo da produtividade excessiva é vísivel. Consequentemente os cuidados com a saúde mental acabam ficando de lado, considerando que a procura por psicólogos ou terapeutas romperia com a rotina perfeita exposta dentro das mídias.
A presença do preconceito dentro das pessoas com relação as doenças mentais é iminente. Relacionar problemas mentais a frescura ou negativismo, é visto comumente dentro da internet. Alegando que esse tipo de pessoa preguiçosa deveria “apenas ser feliz”. Sendo que grande maioria das vezes a doença mental (depressão, ansiedade, transtorno bipolar, entre outros) é causada pela a relação que essa pessoa tem com as situações cotidianas da vida, as pessoas que lida diariamente, com traumas ou mudanças dentro do seu cotidiano. A manifestação de um distúrbio mental é uma resposta imediata do psicológico com o seu ambiente atual ou passado.
A desinformação é um fator marcante dentro do assunto das doenças mentais. A maneira da qual pessoas saudáveis lidam com esses distúrbios pode dizer o quanto pessoas atingidas por essas doenças se sentem confortáveis em pedir ajuda. Segundo Drauzio Varella “(…) Só passamos a acreditar que algo realmente está errado quando o pior acontece”. Diante disso, os familiares e pessoas do cotidiano tem um papel fundamental, de se informar e contribuir no processo de de incentivo à busca de ajuda profissional.
Segundo a OMS, “hoje a depressão é a doença mais incapacitante do mundo, sendo a 2ª causa de afastamento de trabalho no mundo.”. E para que esse ranking mude, o Ministério da Saúde deve promover palestras para mostrar a importância desse assunto as pessoas, estimulando que o tema seja falado sem filtros e com naturalidade. Assim como a acessibilidade a serviços a saúde mental, de modo que envolva os pacientes e os familiares para o seu “feedback”.