ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 18/05/2021

Os debates acerca de doenças mentais vêm crescendo por conta dos avanços na medicina e por sua representação na mídia. Porém, o crescimento desse assunto mostra que no Brasil ainda se prevalecem diversos estigmas sobre cuidados psíquicos e distúrbios mentais, os quais promovem o preconceito e tem como um dos principais motivos a baixa escolaridade do brasileiro. Logo, é preciso realizar ações no âmbito da educação para reverter a situação apresentada.

Em primeiro lugar, cabe destacar que no Brasil está ocorrendo um sucateamento do ensino. Com isso, grande parcela da população recebe desde pequena uma educação de baixa qualidade, que não promove a diversidade e exclui pessoas com doenças mentais, fazendo com que essa diferença de tratamentos estimule o preconceito através de xingamentos, isolamentos e da promoção do capacitismo. Portanto, é válido argumentar a favor de mudanças na área da educação e ter em mente a frase do político Nelson Mandela, o qual dizia que a educação é a arma mais poderosa que se tem para mudar o mundo.

Ademais, é preciso salientar que a vivência em uma realidade capitalista promove o surgimento de distúrbios mentais. A frase “Tempo é dinheiro” de Benjamin Franklin ilustra como atualmente cada segundo deve ser aproveitado para algo “útil”, o que faz os cidadãos trabalharem incessantemente, gerando neles sintomas depressivos ou de ansiedade, por exemplo, o que caso aconteça os levará a um país despreparado ao cuidado daqueles com comorbidades mentais, onde muitos sequer buscam ajuda por não ter conhecimento dela. Assim, os argumentos citados ilustram ainda mais a emergência de uma mudança de atitudes para se dar um maior suporte àqueles com qualquer tipo de sofrimento psíquico.

Destarte, é imperativo tomar medidas a fim de conscientizar a população sobre os estigmas associados às doenças mentais. Para isso, o Ministério da Educação deve incluir na grade curricular o estudo dos distúrbios mentais e um programa de atividades mais inclusivo àqueles com essas comorbidades, para que desde pequenas essas pessoas não se sintam excluídas e seus colegas não promovam o preconceito. Feito isso, os estigmas existentes, que são frutos da desinformação, serão eliminados da sociedade e o Brasil será um lugar propício ao desenvolvimento saudável de toda sua população