ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 04/06/2021

Com advento tecnológico os meios de comunicação e de interação adquiriram mais facilidade e simplicidade. Todavia, esse avanço permitiu que assuntos e questões fossem banalizados e sofressem preconceitos pelo meio social, como as doenças mentais. Com isso, a estigmatização das mazelas cerebrais são ocasionadas pela repercussão negativa nas redes e pela ausência de experiência.

Em primeiro lugar, a mídia colabora para o preconceito contra pessoas portadoras de problemas mentais. Nesse sentido, Pierre Lévy, argumenta que os meios digitais são potencializadores dos assuntos e questões abordados na sociedade, o que proporciona mais impacto e mais discussão. Nesse aspecto, a grande repercussão ocasionada pelas redes possibilita a estigmatização desse problema no meio social, criando brincadeiras e chacotas que permitem tratar essas doenças como um assunto irrelevante para o cotidiano, o que gera o abandono das pessoas que apresentam depressão, autismo e outras doenças, que poderiam ter mais amparo e cuidado. Exemplo dessa banalização com os problemas de saúde mentais são os comentários que consideram elas como ‘‘frescura’’ ou necessidade de atenção. Assim, é preciso combater esses pensamentos nas redes sociais.

Em segundo lugar, a inexperiência com assuntos de doenças mentais é um obstáculo no caminho para o entendimento. Desse modo, John Locke, filósofo iluminista, argumenta que os indivíduos apreendem e se desenvolvem com as experiências sofridas e absorvidas no decorrer do cotidiano. Dessa maneira, a ausência de abordagem sobre esses males não corrobora no aprendizado e na compreensão das pessoas em como desenvolver as questões socias, o que permite a estigmatização dessas doenças mentais e consequências para eles que se tornam desamparados pela sociedade e excluídos. Exemplo que aborda e discuti o assunto de certas mazelas como essas são as séries Atípico e O Bom Doutor que tratam sobre o autismo e suas peculiaridades na forma de dialogar com pessoas portadoras. Logo, é preciso promover mais experiências com o assunto para melhor entende-lo.

Portanto, o Ministério da Ciência e Tecnologia, em parceria com as redes sociais, deve realizar ações, como esclarecer as dúvidas e aborda o assunto, por meio de lives e post, de forma que exiba as doenças mentais e explique a maneira que atingem as pessoas na sociedade, para que assim possa haver o entendimento a respeito dessas questões, o combate as chacotas e a aceitação deles no meio. Ademais, O Ministério da Ciência e Tecnologia, em parceria com o Ministério da Educação, deve realizar ações, como exibir as doenças para os jovens, por meio de séries, filmes e pela internet, de forma a ensinar o assunto e sua relevância na vida deles, mostrando a maneira de lidar e de ajudar portadores, para que assim seja possível criar uma sociedade mais inclusa, justa e acolhedora para todos.