ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 22/05/2021

Com a maleabilidade das redes sociais, ficou muito fácil modelar a imagem do “eu perfeito”. O que deu inicio à uma concepção coletiva de saúde, baseada nos perfis do instagram, onde todos supostamente alcançam esse ideial. E essa contrução fictícia do ser saúdavel, por parecer tão comum, criou estigmas sobre àqueles que sofrem de algum transtorno, colocando-os às magens da  sociedade.

No Brasil em especial, sob o parecer de instituições religiosas, que muitas vezes assumem a responsabilidade sobre a condição mental do individuo, intensificou-se ainda mais os estigmas, dando-se por “falta de Deus” ou “falta de fé”.

Daí nasce uma cortina que impede tanto o contato, quanto o diagnóstico apropriado dos indivíduos. Não atoa, o Brasil é o país que mais sofre de depressão na América Latina e, ao mesmo tempo, que mais menospreza e subverte os profissionais de saúde capazes de lidar com esse tipo de transtorno. Isso tanto por parte do Estado, quanto por parte da própria população.

Tendo em mente a origem da estigmatização, pode-se então colocar em prática medidas que, ao estabelecer informações acerca do quadro de doenças mentais e do quão comum são as doenças, irão mudar o comportamento com relação à quem sofre.

Entra em ação o Ministerio da Saúde, com campanhas informativas e que incentivam a busca pela ajuda de um profissional qualificado. Isto, começando desde a base, na educação infantil, com um espaço reservado somente para tratar desses assunto por exemplo. E no próprio dia-a-dia  com consultas públicas gratuitas sendo disponibilizadas para a população.